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Megafones de madeira gigantes amplificam os sons de floresta na Estônia

Que tal ter a experiência de ouvir todos os sons da floresta amplificados bem no seu ouvido?

Os sutis sons do cantar dos pássaros, do vento se movendo através das folhas e do riacho correndo sobre os seixos certamente estão entre os mais terapêuticos e relaxantes da natureza. Esses sons serviram de inspiração para um grupo de estudantes de arquitetura da Academia de Artes da Estônia para a criação de um magnífico projeto.

Como proposta para um trabalho acadêmico de intervenções na floresta, o grupo de alunos desenvolveu uma estrutura de madeira que tem o poder de amplificar até os ruídos mais imperceptíveis. Com o objetivo de criar uma experiência de interação entre ser humano e natureza única, o grupo instalou três megafones de madeira gigantes em uma exuberante área verde para que os visitantes contemplem, relaxem, observem e ouçam o ambiente natural.

Posicionados no terreno em forma de triângulo de frente para o centro, os megafones gigantes proporcionam uma sensação acústica diferenciada e surreal. Além de uma maior observação do ambiente, a estrutura permite ótimos momentos de descanso na floresta. “Os megafones de três metros de diâmetro operam como um ‘coreto’ para a floresta ao redor da instalação, amplificando seus sons.” dizem os criadores do projeto.

Nas belas imagens capturadas pelo fotógrafo Tõnu Tunnel podemos ver a bela estrutura sendo visitadas e despertando a curiosidade sobre o que a natureza nos tem a dizer.

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Comentários (6)

  1. Carla

    Tá bom, isso é muito lindo para nós humanos!!! Mas e qual é o impacto de se ampliar os sons de uma floresta para os animais que vivem nela?? Será que isso não pode causar um certo descondorto, no mínimo???

    1. Marcos

      Eu tbm pensei em quê isso poderia influenciar os animais da floresta, mas pensei que isso pode ajudar, talvez. E se for ajudar do jeito como pensei, será muito bom!

      Eu lembro que li uma notícia sobre um cara que trabalha com equipamentos de captação do som muito sinistros e os usava pra captar sons da Natureza.
      Ao longo do tempo ele foi percebendo como a sonoridade diminuiu, por conta da intervenção humana.

      Aí me veio à cabeça: será que amplificar os sons das matas em áreas específicas não poderia ajudar o próprio Ecossistema? 🙂

      1. Carla

        Marcos, eu acho muito difícil esses cones de fato ajudar a natureza. Muitos animais têm seus sensores ajustados para captar o que eles precisam. Por exemplos, conseguem sentir a vibração do ar ou da terra e através delas, conseguem percebem se um possível predador se aproxima. a qual distância está e o tamanho. Ou mesmo, conseguem captar o som de um animal da mesma espécie e saber qual direção e distância está. Agora, imagina esse som ampliado e reverberando (já que são vários cones)? Eu apostaria que vão ficar totalmente desorientado. A natureza “funciona bem” do jeito que ela está, qualquer interferência humana causa um desequilíbrio.

  2. Amanda Dutra

    Pensei não só nos animais, mas em qual o tipo de madeira usada para a produção dos mesmos.

  3. cilmara

    a Carla tem toda razão, e no final da conta nós humanos somo muito prepotentes. Por outro lado achei que a intervenção foi pequena e pode educar o humano a se sensibilizar e respeitar a floresta. Mas em relação às consequências sutis no meio ambiente local, a reportagem não deu conta, não citou, então é sempre controverso.

  4. Mario

    Creio que da forma que os megafones estão dispostos, os três na direção aproximada de um foco comum no meio deles, somente animais que estiverem nesse foco ou adjacências poderão ser de alguma forma incomodados e dificilmente “prejudicados”. Mesmo porque como pessoas irão estar lá com frequência, os animais se manterão a uma certa distância dali, pelo menos de dia… Além disso a área em questão em relação ao restante da floresta é absolutamente irrisória para causar algum problema digno de conta. Tem coisa muito pior acontecendo por aí e se bobear até por ali mesmo e penso devemos nos concentrar em vigiar e denunciar o que realmente for perigoso para a natureza.

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